O que faz uma festa ser especial? Um bom soundsystem, apresentações inspiradas, estrutura e serviços de qualidade são certamente algumas características que toda boa noite deve ofecer. Agora, o que faz um evento ser realmente inesquecível – de verdade – é aquela boa dose de “imprevisibilidade”. Quando a noite parece ter sido magicamente alinhada pelos astros. E assim foi a primeira edição do Creamfields Festival neste último sábado, em Florianópolis, a Ilha da Magia.
A semana antes do festival não trazia bons sinais. Nos dois dias anteriores Floripa recebeu uma chuva que fez cair barreiras e alagar diversas partes da cidade. O bairro de Jurerê, local do Music Park, foi um dos mais impactados pelas tempestades. Só quem esteve por trás dos bastidores da montagem, sabe o pesadelo que passou.
Porém, por volta das 16h, o céu começou a abrir. Uma hora depois o azul claro por trás das nuvens começou a aparecer. As 18h30, pontualmente, o evento estava preparado para abrir seus portões. Daí em diante, o festival rolou como uma orquestra, onde todos os elementos e instrumentos separados soaram em perfeita sintonia.
ESTRUTURA, PATROCINADORES, APRESENTAÇÕES E CENOGRAFIA IMPECÁVEL

A ativações de patrocinadores como o Lounge Devassa, o meeting point da HP, o deck suspenso da Red Bull, promotoras distribuindo Trident e Club Social, tudo reforçava – na prática – a realidade das festas de música eletrônica open air do Brasil de hoje. Rave? Não! FESTIVAL, assim, em caixa alta. Cena? Talvez melhor seria dizer “mercado”, a confirmar pelas temakerias, stands com calzones de camarões e ainda uma privativa “vila dos artistas” onde era servido risoto e massas variadas em bandejas de prata.

Os palcos davam um show à parte. De um lado, o Creamfields Mainstage, a céu aberto e cercado por dois camarotes suspensos gigantescos, onde o público esbanjava abrindo garrafas e mais garrafas de espumantes Veuve Clicquot. Passaram pelo palco open air. grandes astros da música eletrônica, como Erick Morillo, Etienne de Crecy, Hernan Cattaneo, Above & Beyond entre outros projetos nacionais de prestígio (Ask2Quit, Felguk, House of Jazz e Hands Up).

No outro lado do festival, a Cream Arena era a pista dos sons mais conceituais. A vanguarda da dance music estava representada pelos nossos hermanos latinos Southmen, Soundexile e Deep Mariano, as pratas da casa Fiervo, Anderson Noise, Gui Boratto e Cromo Áudio (Rodrigo Ferrari e Spetto), além dos gringos Raresh, Loco Dice e Guy Gerber. O clubstage também apresentava uma estrutura onde eram projetados vídeos mapeados de uma forma nunca vista no Brasil… esperem imitações.

FINAL FELIZ
O festival que quase teve que ser suspenso pelas chuvas que assolaram Santa Catarina acabou tendo um recorde de público, superando todas as expectativas. Esta é a graça da noite, as vezes um evento tem tudo para dar certo e não dá. Em outras, acontece o oposto. Felizmente, este foi o caso do Creamfields Brasil.
Quem esteve lá conferiu, ao vivo, a promessa de slogan: “o festival do verão brasileiro. O verão de nossa vida”.
Ano que vem tem mais! Vida longa ao Creamfields Brasil, o primeiro projeto de 2011 com a assinatura da equipe Movimento.
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