Blog corporativo: vale a pena investir? #Content_Thinking

Hoje resolvi tentar responder uma das perguntas mais frequentes de clientes, fornecedores e (até mesmo) amigos de outras agências: afinal, vale a pena investir num blog corporativo?

Oi Aplicativos

De bate e pronto, a resposta é sim, vale a pena. Desde que você…

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#Content_Thinking: e o Oscar vai para… as redes sociais

Oscars-redes-sociais

Uma verdade é inegável: os norte-americanos sabem dar um show como ninguém. E assim foi a noite do Oscar, que reuniu os maiores artistas do cinema mundial em uma produção impecável.

Mas a estrela que mais brilhou durante o evento não ganhou um prêmio. Nem estava concorrendo, embora merecesse. Ela chamou mais atenção que o vestidos ou joias das celebridades, as performances e apresentações musicais ou o humor ácido – e genial – do apresentador Seth MacFarlane.

O maior Oscar de 2013 vai para… as redes sociais (Leia aqui: 8.9 milions Oscar-Related Tweets on Sunday).

TV Social, a gente se vê por aqui

Se você, como eu, acompanhou a transmissão do evento pela TNT, provavelmente se incomodou com a quantidade excessiva de breaks comerciais. Felizmente, todas as vinhetas de encerramento –  e muitas vezes durante a transmissão –  havia uma chamada para as redes sociais.

A cobertura nas redes não desejou em nada à do canal. Foi em muitos momentos até mais divertida (leia: The Funniest Tweets from Oscar)

Tweets Engraçados Oscar

A TV Social – caracterizada pela audiência comentando atrações em tempo real nas redes sociais –  já não é mais uma tendência. É uma realidade (Leia a matéria: Twitter no Brasil).

Reality shows como BBB e The Voice Brasil, novelas (Avenida Brasil) ou seriados já exploram de forma inteligente a interação da 2ª ou 3ª tela (já falamos sobre isto aqui:  Um Olho na TV, Outro no Twitter). Consequentemente, marcas investem cada vez mais em estratégias de marketing de conteúdo com o objetivo de fazer parte das conversas.

Neste último ano, pela primeira vez, anunciantes como a Coca-cola, Audi e Oreo deixaram de investir milhões de dólares em campanhas “pré-fabricadas” durante o Super Bowl para alocarem parte de seus investimentos em produção de conteúdo ao vivo.

Equipes dedicadas acompanharam menções ao vivo, reagindo com conteúdos de diversos tipos à medida em que processavam informações em tempo real.

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Campanhas: espécie em extinção (?)

youtube

É fato que a publicidade, depois da indústria da música, enfrenta um novo paradigma  graças ao novo Darwinismo Digital (leia aqui).

Recentemente o blog da Harvard Business Review publicou um provocante artigo entitulado Publicitários Precisam Agir como Salas de Notícias.

Traduzindo livremente um dos trechos:

“O modelo tradicional das campanhas tem sido orientado às marcas por décadas. Tipicamente, elas contam histórias sobre si mesmas. No modelo da ‘sala de notícias’, vamos passar a perguntar: “- o que interessa ao nosso público?” (…) Assim como as notícias são selecionadas por uma editoria de acordo com sua relevância e popularidade, as marcas deverão produzir conteúdos que atendam às expectativas e interesses de suas audiências”.

Resumo da ópera: para serem relevantes, as marcas deverão deslocar a atenção do próprio umbigo para o que interessa seu público – criando e participando de conversas ao mesmo tempo em que se esforçam para serem atraentes e interessantes.

O futuro da indústria da publicidade

A Wharton Future of Adversising Program realizou uma pesquisa com mais de 175 líderes em empresas do setor para descreverem suas visões para a indústria da publicidade no ano de 2020 (leia aqui).

O marketing em tempo real (ou marketing de contexto), que aproveita-se de uma determinada situação para que marcas participem de conversas, será uma prática cada vez mais frequente.

“We live in a real-time world, which demands real-time agencies.”

Paul Roetzer, The Marketing Agency Blueprint

Mas fazer ao vivo é coisa de quem sabe. O risco de tropeçar e ver sua hashtag virar um #epicfail é grande.

Para otimizar os resultados de um projeto de marketing real time, é preciso pensar como um bombeiro: 70% do tempo é dedicado a planejamentos e prevenções. 30% para apagar incêndios.

3 Lições que podemos aprender com o oscar

Oscar 2013 sethmacfarlane

1. Planeje tudo que puder com antecedência. Reúna sua equipe e crie cenários prevendo todas as possibilidades que puder (E se cair o sinal? Como lidar com os trolls? Quais possíveis perguntas podem surgir? Como responder a cada momento do evento?). Quando alguns vencedores do Oscar exaltavam-se em seus discursos, a trilha sonora do filme Tubarão começava a crescer, sinalizando que era a hora de encerrá-los.

2. Ensaie. Pratique, pratique e repita tudo de novo. Quem assistiu aos números musicais, com direito a danças coregrafadas, ficou embasbacado com a versatilidade, naturalidade e talento de Seth MacFarlane. Mas, lembre-se: “o faixa preta é somente um faixa branca que nunca parou de praticar”.

3. Tenha personalidade. Seth MacFarlane trollou diversos atores (o musical “Eu vi seus peitos”, direcionado às atrizes que expuseram seus seios nas telas, foi, no mínimo, polêmico). Mas também se sacaneou ao interagir com William Shattner, que interpretou um velho Capitão Kirk vindo do futuro. Não se leve tão a sério. Errar é humano, mas perdoar também. Marcas com personalidade ganham o respeito e admiração do público. Principalmente quando assumem suas falhas com inteligência e bom humor.

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E você, o que achou da transmissão do Oscar? Acompanhou também pelas redes sociais? Tem algum outro exemplo de marketing em tempo real para dividir? Deixe seu comentário. Voltamos logo após os comerciais…

 

 

 

#Content_Thinking: Porque o Futuro das Redes Sociais é o Passado

Pra inicio de conversa, esse não é mais um post sobre as tendências de 2013.

Indo na contramão, a melhor forma de entender “o que vem por aí” é observando “como chegamos até aqui”. Ou, como Paulinho da Viola resumiu em verso: Quando penso no futuro, não esqueço meu passado.

Então, apertem os cintos, porque o primeiro Content Thinking de 2013 vai te levar De volta Para o Futuro!

Delorean Back To The Future

Big Data: acredite, você ainda vai ouvir falar

O ponto de partida deste post surgiu quando li este post da Fast Company (Why The Next Social Media Frontier Is The Past).

Em resumo, este é seu principal argumento:

“Ao proporcionar conversas em tempo real, as redes sociais acabam por criar um detalhado histórico das relações entre marcas e pessoas”

“O que você está fazendo agora?”, perguntava a caixa de status do Facebook em 2007.

Participo ativamente da maior rede social do mundo há 4 anos interagindo com marcas e fanpages de artistas, filmes, livros e/ou amigos. Como eu, existem algumas milhares (milhões?) de pessoas espalhadas pelo mundo que sofrem do mesmo incontrolável vício de “checar rapidinho o face” antes e depois de dormir.

Agora imagine o que uma marca poderia fazer ao conseguir armazenar todas essas conversas? E se pudessem cruzar dados com  hábitos de comportamento e consumo? Acredite: muitas já estão fazendo isto. É a promessa do Big Data.

Tome o exemplo da rede de varejistas norte americana Target, que ficou famosa pela polêmica envolvendo o pai de uma adolescente que foi reclamar com a marca porque sua filha estava recebendo anúncios voltados a mulheres grávidas (leia aqui: How Target Figured Out a Teen Girl Was Pregnant Before Her Father Did).

Para sua surpresa, ela realmente estava esperando um bebê. Ele não sabia. Mas a Target sim, mesmo sem conhece-la pessoalmente, graças a um algoritimo criado para identificar gestantes através dos hábitos de compras em suas lojas.

Target Gravidez

Atenção: não estou falando do futuro. Trata-se de um passado recente, analisado minuciosamente num dos melhores livros de 2012: O Poder do Hábito (fica a dica, é aquele tipo de leitura que dá vontade de comprar de presente pra todo mundo que você conhece).

Conteúdo é como um bom vinho. Ele fica melhor com o tempo. 

Desde que armazenado nas condições adequadas.

Este, aliás, é o principal motivo pelo qual a maioria dos apps que você baixa para o Facebook ou Twitter pedem para que possam usar suas informações. Pode parar com a paranóia de que as empresas querem pegar seus dados para te chantagear no futuro a consumir seus produtos.

O que interessa às empresas é, primeiro, ter o direito de saber tudo sobre sua vida. Porque assim elas podem oferecer os produtos que mais te interessam, na hora que você mais precisa deles. Simples assim.

Vai viajar de férias? Então talvez você precise de uma nova mala de viagens, já que a ultima que você comprou foi há 4 anos e você costuma viajar para fora pelo menos 2 vezes por ano. Vai receber amigos em casa para um jantar? Não se assuste se num futuro próximo o supermercado mais proximo de sua casa venha a supreende-lo com uma oferta de um jogo de fondue, justamente aquele que você sempre pensou em comprar, mas nunca teve uma boa oportunidade (ou lembrança).

O futuro da industria da publicidade é parar de interromper nossas atividades para nos apresentar ofertas de forma cada vez mais inteligente. E o Big Data está aí para isto. Pelo menos a sua promessa.

Uma última dica: sua memória vale ouro  

Memoria USB de Ouro

Conforme publicado recentemente no artigo The Top Ten Burning Issues in Digital do comScore:

  • O smartphone de hoje possui a mesma performance que o melhor computador do mundo em 1985.
  • Por 600 dólares é possível comprar uma memória capaz de armazenar toda a música existente no planeta.
  • Mais de 30 bilhões de dados são adicionados ao Facebook todos os meses.
  • 72 horas são adicionadas ao Youtube a cada minuto.
  • 92% de todos os dados digitais do mundo foram criados nos últimos dois anos.

Se os motivos acima não são suficientes, lembre-se da trilha sonora de um dos grandes clássicos do cinema, Casablanca.

“The fundamental things apply as time goes by” 

Lembre-se. O ano da Internet é como o da vida de um cachorro, que envelhece na proporção de 7:1 em comparação a um humano. Por mais que pareça um longo tempo, ainda estamos no início das redes sociais. Como crianças recém-nascidas que acabam de ganhar um brinquedo, profissionais de marketing e agências ainda estão descobrindo “como ela funciona”.

Ao longo do tempo, das experimentações e descobertas, o aprendizado vai se transformando em ciência. Neste momento, como alguém que acorda depois de anos em coma profundo, o bem mais valioso será o tempo que passou.

Por isso, fica a dica: comece JÁ a registrar as conversas de sua marca.

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E você? Vem monitorando/registrando as conversas de seus fãs e seguidores? Quais ferramentas ou métodos usa? O que você achou do post? Deixe seu comentário.

Content_Thinking: Quem é seu concorrente nas redes sociais?

Para uma marca ser bem-sucedida nas redes sociais, é preciso pensar e agir como um veículo de comunicação.

As empresas devem sair do eixo de seu mercado para falarem 70% do tempo sobre o que seu público está falando, e 30% das vezes, sobre seus interesses. Como diria a Coca-Cola: seu conteúdo precisa ser liquido – percorrer todos o canais com fluidez – e conectado (linked), ou seja, através das redes certas, reforçando a mensagem que se deseja transmitir (leia este post do Unplanned).

Produzir conteúdo sob a ótica de uma editoria não é para qualquer um. Não à toa existem empresas especializadas em planejar e promover este tipo de movimento entre marcas e fãs, seguidores e/ou assinantes.

Analisar concorrentes nas redes sociais, da mesma forma, é pensar diferente. As marcas competem não somente entre si, mas também entre audiências.

Exemplificando. Uma montadora de automóveis que escolheu falar com mulheres jovens, independentes e modernas provavelmente estará disputando a mesma atenção que uma marca de moda, outra de absorvente íntimo ou de uma agência de viagens. Uma instituição financeira que deseja conquistar estudantes universitários pode competir com uma marca de refrigerantes, uma rádio online ou um desodorante. E a tendência é piorar (leia aqui: Is Facebook Broken on Purpose to Sell Promoted Posts)

Por isso é fundamental o papel do planejamento de uma marca ao definir um bom – ou vários – brand persona(s).

Um BP é a personificação da marca nas redes. Como ela se porta, qual seu tom, seus territórios de interesse (ou editorias), entre outras características que definem os Do´s & Don´ts de conteúdo. E é por isso que produção de conteúdo sem estratégia é o mesmo que jogar na loteria: vc pode até ganhar, de uma hora pra outra, milhões (de fãs). Mas a probabilidade disto acontecer… é rara.

Da próxima vez que pensar em contratar uma produtora ou agência de conteúdo, procure observar como está estruturado seu planejamento, se existe o pensamento por trás do conteúdo, quais trabalhos já fizeram e como enxergam sua concorrência.

E não esqueça: pense – e haja – como um veículo de comunicação.

Content_Thinking: a verdade sobre as agências de conteúdo

(via you-had-me-at-bacon)

No último dia 02/10, foi anunciado o lançamento da Malagueta, braço de conteúdo da Naked. Menos de uma semana depois, no dia 08/10, foi a vez da gigante JWT divulgar ao mercado a Mutato, sua agência de conteúdo. Coincidentemente, dois dias depois, recebi um email de uma revista especializada em digital marketing solicitando uma entrevista sobre o novo profissional de social media. E eis que ontem, meu sócio, Felipe Novaes, foi procurado por um veículo de grande relevância para falar sobre o futuro e as expectativas deste setor para 2013.

Para um bom entendedor, o recado está claro: as agências de conteúdo são, definitivamente, a bol(h)a da vez. 

Se por um lado os holofotes estão agora virados para o nosso lado (e deixo claro que estou curtindo os merecidos 5 minutos de fama!), por outro existe uma “dura realidade”: os bastidores e dia a dia de quem rala nesta “cena” antes dela chegar ao “mainstream”. /leia+